SINDASP-MG realiza inspeções sindicais nas unidades de Araçuaí, Itaobim e Pedra Azul

8 Nov 18:04 2017 Por SINDASP Imprimir

O Presidente do SINDASP-MG Adeilton Rocha realizou, hoje (08.11), inspeções sindicais no Presídio Dr. Carlos Vitoriano, em Araçuaí, e nos Presídios de Itaobim e Pedra Azul. Adeilton percorreu todas as instalações das unidades e registrou os problemas identificados na unidade para dar os devidos encaminhamentos.

Araçuaí
Em Araçuaí, Adeilton foi recebido pelo Diretor Adjunto da unidade, Gilson. Assim como a grande maioria das unidades do Estado, o Presídio apresenta uma população carcerária muito acima de sua capacidade: 62 vagas para 147 detentos. Outra questão recorrente no Sistema Prisional mineiro é a falta de viaturas. A unidade possuí apenas duas viaturas, sendo que a roda de uma delas estragou, recentemente, em serviço próximo à Águas Formosas.

Além da falta de veículos, na unidade também faltam equipamentos: são 18 coletes vencidos e apenas 2 rádios HT em funcionamento. Dos 77 ASPs da unidade, 37 estão sem TECAF, que serão realizados na próxima semana graças ao empenho da Diretoria.  Quanto à estrutura da unidade, apesar de seu bom estado de conservação, não possui alojamento e refeitório, além de ter uma portaria inadequada. 

Itaobim
Em Itaobim, Adeilton foi recebido pelo Diretor Geral da unidade, Clayton Reges, e se deparou com questões semelhante às encontradas na unidade anterior. A superlotação, apesar de menor, também é presente na unidade: são 99 presos para 70 vagas, além de funcionar um Albergue ao lado com 28 albergados. Mesmo com uma população carcerária considerável, a unidade é totalmente vulnerável: não possui portaria e não é murada.

O Presídio possui apenas um carro para serviços administrativos e duas viaturas, estando apenas uma delas em circulação. Faltam equipamentos, como rádios HT, e metade dos coletes estão vencidos.

Pedra Azul
Em Pedra Azul os problemas encontrados se repetem: superlotação, déficit de agentes, falta de equipamentos e viaturas. Em uma unidade com 50 vagas estão 114 detentos, sendo 14 albergados. O albergue funciona dentro da unidade de forma que estes albergados têm acesso à area interna onde estão os detentos de regime fechado, aumentando assim a vulnerabilidade do Presídio e facilitando a entrada de entorpecentes.

Outra questão preocupante é déficit de agentes - apenas 38 ASPs - que será ainda maior até janeiro, quando a unidade perderá parte de seus contratados. A unidade também possui apenas 1 viatura em circulação e, ainda assim, em condições de rodar apenas no perímetro urbano. Faltam equipamentos como rádios HTs e coletes, sendo que alguns deles estão vencidos.

A estrutura da unidade não é adequada e a deixa em situação de vulnerabilidade. Não há guaritas. As instalações -  portarias, pavilhões, pátio - não são adequadas. Além disso, os agentes não possuem alojamento nem refeitório. 

Descaso do Governo
O cenário encontrado nestas três  unidades mais uma vez reflete a negligência e a inoperância do Estado diante de um Sistema Prisional crítico e prestes a entrar em colapso: “a situação do sistema carcerário mineiro requer atenção e medidas de urgência. O alerta ao Estado está sendo feito de todas as partes e todas as instâncias, mas a Secretaria, com sua gestão irresponsável e autoritária, não tem dado ouvidos e parece que aguarda de braços cruzados por uma tragédia”, afirmou Adeilton. 

Adeilton registrou todos os problemas identificados nas unidades e oficializará o documento nos órgãos responsáveis pela gestão e fiscalização do Sistema Prisional.

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