SINDASP-MG realiza inspeção sindical na Penitenciária de Teófilo Otoni e no Presídio de Santa Maria do Suaçuí

24 Nov 21:24 2017 Por SINDASP Imprimir

Além do Presídio de Teófilo Otoni, o Presidente do SINDASP-MG Adeilton Rocha também visitou o Presídio de Santa Maria do Suaçuí e a Penitenciária de Teófilo Otoni. As duas unidades refletem o descaso do Governo para com o Sistema Prisional mineiro.

Presídio de Santa Maria do Suaçuí

Em Santa Maria do Suaçuí, o Presidente do SINDASP-MG se deparou com uma estrutura totalmente precária e inadequada ao encarceramento, segundo Adeilton, um verdadeiro “puxadinho”. A unidade não possui segurança nenhuma, não possui portaria e encontra-se com grande déficit de Agentes. Além disso, não há nenhum servidor técnico atuando no Presídio. 

O Presídio conta apenas com uma viatura, mesmo assim em péssimo estado, sem nenhuma condição de circular. Os equipamentos também estão em falta, não há nenhum rádio de comunicação. 

A falta de estrutura da unidade é tão gritante que sequer possui alojamento, refeitório ou mesmo um espaço decente para realização das revistas. Para Adeilton, é inconcebível a SEAP assumir uma unidade prisional destas da forma como está: “uma unidade nestas condições deveria ser desativada, pois não possui a mínima condição para receber presos. Os Agentes não possuem nenhuma condição de trabalho, sem equipamentos nem estrutura para trabalhar”.

Penitenciária de Teófilo Otoni

Na Penitenciária, Adeilton foi recebido pelo Diretor da unidade, Ademilson Jardim. Adeilton percorreu as instalações da unidade onde pode ver as intervenções realizadas pela direção. A unidade possui alojamentos e refeitório para os Agentes.

Porém, é uma unidade de semi-aberto e não possui estrutura adequada para encarceramento de presos do regime fechado, apesar de receber estes também, tornando-se um “prato cheio” para fugas. 

Além disso, como as demais unidades, faltam equipamentos e veículos, e os poucos que possui encontram-se sem manutenção. A Penitenciário possui uma pequena quantidade de rádios, totalmente incompatível com o tamanho da unidade. A unidade também possui pouquíssimos equipamentos de contenção, não há munições antimotim.

Os servidores da unidade também encontram-se desmotivados devido à falta de condições de trabalho, carga horária desgastante e falta de feedback por parte da direção.

Todas as questões identificadas serão compiladas em um relatório bem embasado e completo que será encaminhado aos órgãos e autoridades competentes de forma a notificá-los e exigir soluções imediatas para cada uma delas.

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